4 de set. de 2012

Feriados judeus e islâmicos são inclusos no calendário da Prefeitura

O Yom Kipur é o feriado mais sagrado para os judeus.
Foto: Banco de Imagens

Os servidores municipais praticantes do judaísmo e do islamismo terão até duas faltas abonadas por mês. O abono é válido para as celebrações como Yom Kipur, Rosh Hashaná e o jejum de Ramadã. A inédita ordem de inclusão dos feriados que não pertencem ao calendário cristão é seguida por todos os órgãos públicos paulistas e na maior parte do país.







Fontes: Estadão, Band News e Vox Brasil

Centenário de Jorge Amado aumenta o interesse de estrangeiros por sua obra

Diversas obras de Jorge Amado se destacam em seu centenário.
Foto: Banco de Imagens

Jorge Amado comemorou em agosto deste ano seu centenário. Com aproximadamente 40 livros que destacam os costumes e a cultura popular do Brasil, o autor publicou suas obras publicadas em 49 línguas e 55 países. A comemoração de seu centenário alavancou contratos com editoras estrangeiras, seminários e eventos comemorativos em todo o Brasil e no exterior. 





Fontes: BBC, Estadão e A Cor da Cidade

EDITORIAL: Que país é esse?


Por: Nataly Sales

Pelo menos 12 mil servidores públicos de diversos estados entraram em greve, os trabalhadores iniciaram a paralisação a cerca de três meses pedindo melhores condições de trabalho e reajustes salariais. Inicialmente, a postura do governo foi de não ceder às pressões dos grevistas. Mas não demorou muito para que acordos fossem propostos aos trabalhadores de salário menor. Algumas das 36 categorias que participaram da greve afirmam não receber reajuste salarial desde o governo Fernando Henrique Cardoso. Diante do alto índice de arrecadação no país, seria possível acatar a proposta dos grevistas?

“A presidente Dilma quer mas, não pode dar o reajuste, porque o dinheiro é curto”, segundo declarações do ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto o cidadão brasileiro sofre com as ditas operações-padrão, o governo apresenta negociações exaustivas para um acordo que, no final das contas, já está determinado há tempos.

A ministra do planejamento Miriam Belchior disse que os cofres permanecerão praticamente fechados para as carreiras com maiores salários. Então, qual é a ideia do governo? Reajustar 15,8% dos 22,8% solicitados pelos grevistas? Atender o pedido dos trabalhadores de salário menor? O que nos resta é aguardar o desfecho dessa história de camarote.

3 de set. de 2012

Sistema online para denúncias é criado pela Secretaria de Direitos Humanos

O serviço de denúncia é sigiloso e funciona 24 horas.
Foto: Banco de Imagens

Foi aprovado nesta sexta-feira (17) o “Disque 100”, um termo de cooperação assinado pela Ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e representantes dos Ministérios Públicos. O convênio permitirá que denúncias sobre violência contra crianças e adolescentes sejam repassadas imediatamente ao sistema online de computador dos Ministérios Públicos.












Fontes: Folha, MSN Notícias e JusBrasil

Super-homem e Mulher-maravilha em clima de romance na “Liga da justiça”

Super-homem irá viver romance em próximas edições de quadrinhos.
Foto: Banco de Imagens

Retratados se beijando na capa da HQ da “Liga da justiça” dupla vive romance a partir da 12ª edição dos quadrinhos. Um evento marcante fará com que os dois busquem conforto um no outro. O namoro não irá durar apenas nesta edição, o que causará impacto nos outros heróis e nos inimigos. À venda desde o dia 29 de agosto nas bancas norte-americanas, a estratégia da DC Comics é relançar os heróis com histórias diferentes.




Fontes: G1, Rolling Stone e Último Segundo

EDITORIAL: Vale a pena ser criança?

Por: Juliana Broco

No último sábado, 18/08, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo bateu um recorde de visitas em um único dia, foram mais de 123 mil visitantes. Mesmo batendo esse recorde, a Bienal deixou a desejar nos outros dias, as visitas durante todo o evento foram bem menores do que o esperado. O maior índice de movimento era durante as manhãs e tardes e o público era quase sempre composto por crianças acompanhadas de seus pais.

Um dos maiores objetivos da Bienal é formar novos leitores e consumidores, no quesito público eles atingiram essa meta, já que a maioria dos visitantes era de crianças. No quesito estrutura, a organização do evento deixou a desejar.

As crianças não tiveram a oportunidade de conversar com seus escritores favoritos, o que nos deixa uma dúvida: se a Bienal tem o objetivo de formar novos leitores e consumidores, por que não há mais ações de leitura voltadas para as crianças? Esse questionamento também foi feito pelos expositores que julgaram o modelo da Bienal como esgotado.

Com tudo o que pudemos relatar, constatamos que a Bienal, mesmo estando em sua 22ª edição, ainda tem pontos a serem melhorados, tais como: a organização do evento, a infra-estrutura e o desenvolvimento de atividades para entreter as crianças.

A organização do evento deveria ter se atentado ao detalhe de que o público que eles mais almejaram saiu insatisfeito com o que foi proposto.

1 de set. de 2012

Festival em São Paulo integra mais de 400 filmes nas programações

Mais de 147 curtas foram exibidos no festival desse ano.
Foto: Banco de imagens

O 23º Festival Internacional de Curta-metragem de São Paulo ocorreu na Cinemateca Brasileira. De 23 a 31 de agosto, a mostra trouxe atividades como debates, homenagens e discussões sobre o mercado cinematográfico de curtas. A programação incluiu cerca de 400 exposições, e trás diversas produções de filmes internacionais, latino-americanos e brasileiros.





Fontes: Estadão, Visite São Paulo e Cidade de São Paulo

Presidente troca Polícia Federal por Forças Armadas


Greve da polícia inclui revistas nas bagagens em aeroportos.
Foto: Banco de Imagens
Dilma Rousseff decidiu que as Forças Armadas substituirão a Polícia Federal (PF) na segurança de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo em 2014. A decisão foi tomada após a greve dos policiais que reivindicam uma reestruturação da carreira. A presidente teme uma nova tentativa de protesto, como a ocorrida durante a Rio+20. A medida vale para todas as cidades-sede da Copa e outros eventos até 2016.






Fontes: Estadão, R7 e Diário Grande ABC

29 de ago. de 2012

EDITORIAL: Saúde! Obrigado!

Por: Rafael Biazão

O Ministério da Saúde ofereceu duas novas vacinas a crianças com até 5 anos, entre os dias 18 e 24 de agosto, em todo território nacional. Houve um grande investimento para esta campanha. Ao todo, 350 mil profissionais de saúde participaram da ação, que contou com 42 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

As vacinas são contra tuberculose, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche, meningite, polio, rotavírus, febre amarela, pneumonia, sarampo, rubéola, caxumba e poliomielite, apesar desta não apresentar nenhum registro no país há 23 anos.

Mesmo diante das inúmeras deficiências do sistema público de saúde do Brasil, o governo faz um bom trabalho no quesito vacinas e controle de doenças como a paralisia infantil, por exemplo. Nesta campanha foram repassados R$ 37 milhões aos Estados e  municípios, sendo R$ 16 milhões gastos apenas com a aquisição da vacina.

O Brasil vem se destacando no cenário mundial com a produção de vacinas. O que motiva o governo a continuar com estudos na área é que, além de imunizar a população de diversas doenças, isso acarretará em um menor gasto futuro no combate a doenças. Se especializar em vacinas também se tornou uma fonte lucrativa, visto que muitas vacinas são exportadas a outros países.

Não é à toa que o Brasil conquistou o status de pioneiro na produção e pesquisa de vacinas. Há anos o Ministério da Saúde vem investindo fortemente para ganhar notoriedade mundial. Tais investimentos se dão tanto por criação de institutos, centros tecnológicos, parcerias com grandes empresas e campanhas de sucesso como esta última destinada às crianças, que estão crescendo cada vez mais saudáveis.

27 de ago. de 2012

EDITORIAL: O abismo que une

Por: Eduardo Silva

O Brasil, no dia 8 deste mês, tomou conhecimento de mais uma novidade oriunda de Brasília. O Senado aprovou uma lei que institui a cota unificada de 50% das vagas oferecidas em universidades federais de todo o país. O texto, que aguarda a sanção presidencial, reserva 25% dessas cotas para negros, pardos e indígenas, enquanto a outra parte será destinada às pessoas que possuem renda de até um salário mínimo e meio. Os beneficiados deverão, obrigatoriamente, ter feito todo o ensino médio em escola pública.

Com base no bravo e heroico discurso, constantemente proferido pelos defensores de sistemas de cotas, fica ainda mais curiosa a discussão em torno da precariedade de nosso ensino básico. Não obstante o total desprezo pela meritocracia individual dos candidatos às vagas, esbarramos também em uma falsa impressão, na qual os títulos de compensação social e promoção de direitos iguais escondem uma preocupante acentuação do preconceito.

É visível que os resultados, em curto prazo, aparecem muitíssimo favoráveis àqueles que são beneficiados com a lei. O jovem inteligente, articulador de boas ideias, batalhador, que realmente é prejudicado pela barreira social existente, terá a oportunidade de assistir aulas e desenvolver ainda mais o seu intelecto. Porém, os acachapantes 25% propostos e aprovados têm peso suficiente para permitir a entrada de outros jovens e adultos que, seguramente, estarão despreparados para o ritmo acadêmico. Muitas vezes sem a base que deveria ser oferecida nos anos básicos de escolaridade, esses estudantes sentirão a impactante vergonha de não acompanhar o conteúdo passado em sala de aula e, assim, quem pode garantir que a evasão nessas universidades federais não tenha um aumento vertiginoso?

Em qualquer condição enquadrada na lei, também é evidente que a mesma, em longo prazo, irá gerar um desconforto social sem precedentes. Os alunos não beneficiados irão convergir na disputa ainda mais acirrada e estressante pelos 50% de vagas restantes, enquanto no outro lado os aprovados são selecionados de uma forma excepcionalmente preconceituosa, já que o critério usado é justamente o que o nosso Estado caracteriza como crime: distinguir o outro pela cor ou classe social.

Não seria incabível afirmarmos então que, a condição obrigatória de conclusão do ensino médio em escolas públicas faz das mesmas uma obrigação vexatória e burocrática, da qual os jovens, em um futuro não tão distante, poderão ser recompensados com um verdadeiro salto olímpico sobre o mérito e a autoestima, pousando suavemente sobre a cadeira de uma sala de aula universitária. Toda a ruptura social que, ao longo dos anos, vem sendo bravamente combatida pela arte e pelas extensas transformações culturais, ganhará grandes chances de ser lamentavelmente reestabelecida na sociedade brasileira. Que possamos abreviar essas mazelas com as nossas sinceras palavras.

 
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