12 de set. de 2013

Ampliação de atividades na educação para atender a lei 12.608

Defesa Civil e educação ambiental devem integrar grade curricular de ensino fundamental e médio
Por: Raíssa Fernandes e Mayara Borges

Material de divulgação utilizado pela
CEDEC-SP. Foto: Raíssa Fernandes

O Brasil sofre, anualmente, com desastres naturais, que levam a perda de vidas e danos materiais. A lei federal 12.608/12 institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil visando divulgar a consciência de prevenção na sociedade. Como parte destas ações, a lei propõe a inclusão de temas relacionados a defesa civil e educação ambiental, aos currículos dos ensinos fundamental e médio.

A medida, regulamentada junto ao Ministério da Educação (MEC), deve ser aplicada em escolas públicas e privadas, para conscientizar os jovens da ideia de prevenção e identificação destes eventos. No Estado de São Paulo, os desastres naturais ocorrem com mais intensidade no verão, devido às fortes chuvas, como em Cubatão, no início deste ano, e em São Luiz do Paraitinga, em 2010.

Segundo a diretora da Divisão de Comunicação Social da Defesa Civil do Estado de São Paulo (CEDEC-SP), tenente Aline Betânia, o órgão já trabalha o tema em atividades extracurriculares com crianças, e agora vai ampliar o foco, incluindo os adolescentes. Para tanto, a CEDEC-SP e a Secretaria Estadual de Educação, por meio da Escola Virtual do Estado, desenvolveram um curso em formato de game, ainda sem previsão de lançamento. “O curso ‘Defesa Civil: A Aventura’ abordará um dos principais temas relacionados a Defesa Civil, como escorregamento, inundação e raios, de maneira divertida e interativa”, afirma a tenente.

Por se tratar de uma lei recente, ainda não há uma especificação de como o tema será inserido nas escolas, mas, para a Semana Nacional de Redução de Desastres (em outubro), já terá início o cadastro dos alunos para a utilização do curso online.

11 de set. de 2013

Impostos pagos no Brasil ultrapassam 1 Trilhão de reais em agosto

Tributos equivalem a 150 dias de trabalho para brasileiro por ano revela o Impostômetro
Por: Vinicius Buzzetti

Em média, são arrecadados 45 mil reais a
cada segundo. Foto: Vinícius Buzzetti

No último dia 27 de Agosto, o Impostômetro, localizado na região central de São Paulo bateu a marca de um trilhão de reais em tributos arrecadados no país. Os dados coletados pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) são obtidos dos governos estaduais, municipais e federal do Brasil. Diariamente são arrecadados pelo menos 4 bilhões de reais, 45 mil reais por segundo. Com esse dinheiro seria possível, por exemplo, construir quase 30 milhões de casa populares, 74 milhões de salas de aulas equipadas ou 3,5 milhões de postos de Saúde. 

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário  (IBPT), o brasileiro trabalha, em média, 150 dias para pagar todo este dinheiro. São cerca de 41,82% de sua renda bruta. Os principais impostos são o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), responsável por 20,66% da arrecadação, a contribuição previdenciária para o INSS, com 18,02% e o Imposto de Renda, com 17,7%. “Eu não faço a menor ideia pra onde vai esse dinheiro”, admite Luiz Garlhaço, comerciante contribuinte há 45 anos.

Para o economista da bolsa de valores de São Paulo, Laercio Morato, a falta de informação sobre a quantidade de impostos tributados pode ser prejudicial para a população em geral. “O brasileiro não sabe do quanto paga de imposto no seu dia a dia, por isso não sabe dos constantes aumentos na tributação. Nós nem sabemos como o dinheiro dos impostos é usado”.  Ainda segundo ele, a fiscalização deve ser feita por todos os cidadãos e não apenas pelas empresas. “É como pagar um plano de saúde ou uma escola particular e não usar”, enfatiza.

Uma das principais campanhas para conscientizar a população da quantidade de impostos pagos é a lei 12741/2012. Apelidada de “De olho no imposto”, ela obriga estabelecimentos a discriminar na nota fiscal o valor em tributo dos produtos pagos. O objetivo é que fique plenamente transparente a quantidade de impostos tributados. Assim, caso o consumidor se sinta lesado pela quantidade paga, terá mais dados para poder exercer seus direitos. Para o comerciante Luiz a lei é uma ótima iniciativa: “Pelo menos dá pra saber no que eu estou gastando. Não é só pagar por pagar”, comenta.

10 de set. de 2013

Conteúdo digital proporciona interesse em jovens estudantes

O uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula gera discussão entre profissionais de educação
Por: Guilherme Cerveira e Leonardo da Costa

Alunos do Ensino Médio utilizam aparelhos
celulares em sala de aula. Foto:  Leonardo da Costa

No Brasil, ainda vive um abismo digital. Segundo o estudo produzido pelo CETIC.br, 62% dos lares no país não tem acesso a Internet. Mas quando o assunto é sala de aula traz à tona o uso desta ferramenta por professores e alunos.

A princípio nota-se um reflexo negativo quando esse avanço se entrelaça com a educação. Mesmo evitado e, muitas vezes, proibido o uso de aparelhos eletrônicos nas salas de aulas, muitos alunos recorrem a essa ajuda para pesquisar respostas em atividades e provas. Outra questão é o crescente número de erros gramaticais devido à “linguagem de internet” em que palavras são abreviadas. Até que ponto a tecnologia pode ajudar ou atrapalhar no ensino?

Para o professor e biólogo Ivan Sanches o que pode influenciar a aprendizagem digital é a maturidade do aluno, já que o uso em sala de aula deve ser bem dosado. “O ponto positivo da pesquisa é conseguir fontes rápidas e acesso as informações. Na internet há um leque de opções com conteúdo. O que estraga é a atenção do aluno que ao invés de estar centrado na aula, pode se distrair devido às redes sociais, como facebook ou mensagens de texto”, comenta. Sanches ainda enfatiza que a extinção dos cadernos não passa de uma utopia. “Seria uma bagunça os alunos terem acesso à tabletes no lugar de livros e apostilas, devido à quantidade de problemas que poderiam ser geradas, porém as minhas aulas estão disponíveis pela internet, e-mail, blog e sempre que possível faço o uso de data show e slides para uma melhor absorção do conteúdo pelos jovens”, comenta.

Para os alunos a tecnologia pode ser uma forma de aprendizado também. Segundo o estudante Lucas Cot, que cursa Ciências do Mar, o que é novo sempre atrai os jovens, e isso poderia ser implantado também nos estudos. “Eu acho que o ensino é algo que tem que seguir lado a lado com a atualidade, o que se ensina hoje não pode ser o mesmo que se ensinava 10 anos atrás. O método usado pelo professor também pode estar em constante atualização, assim a tecnologia se torna uma arma forte e poderosa sim, para cada vez mais deixar as aulas atraentes para o aluno”, opina. Contudo, mesmo com a disposição de informações na internet deve-se atentar com conteúdo falso e equivocado para evitar erros na realização de trabalhos. Nota-se que a união do papel e do digital pode ser uma fórmula de ganho em conteúdo e informação para todos os estudantes, mas não é o essencial.

9 de set. de 2013

Marta Suplicy concede benefício às estilistas brasileiros

Mesmo sem o apoio de parlamentares ministra mantém decisão e disponibiliza verba para projeto que incentiva à cultura
Por: Ingrid Tavolaro e Gláucia Fellipe

Com o objetivo de incentivar a cultura no Brasil, a Ministra da Cultura Marta Suplicy disponibilizou cerca de 2,5 milhões de reais para arcar com as despesas do desfile do estilista Pedro Lourenço na Semana de Moda de Paris de 2014. Lourenço receberá o benefício por meio da Lei Rouanet que é um incentivo à cultura por meio de isenção tributária, e o ajudará a lançar seus novos modelos. Filho dos também estilistas Reinaldo Lourenço e Glória Coelho, Lourenço já se apresentou em desfiles de luxo e assinou sua primeira coleção aos doze anos. Outros estilistas beneficiados serão Alexandre Herchcovitch e Ronaldo Fraga, mas não serão os últimos.

A Lei Rouanet criada há 22 anos passou de um orçamento de 300 milhões em 2003 para 1,7 bilhão em registros atuais e vem sendo discutida desde que o projeto foi apresentado em pauta. Senadores questionaram a concessão da isenção para estilistas brasileiros. Sete conselheiros votaram contra por acharem que há conflito de interesse por parte da lei em bancar estes eventos, sete se abstiveram, mas a última palavra foi da Ministra que aprovou o projeto. O incentivo já atende exposições e obras literárias, mas o mercado da moda é a primeira vez.

A inclusão deste setor como segmento cultural provoca muitas discussões e envolve principalmente a questão sobre moda ser arte ou não. “Moda é uma manifestação que com certeza está impregnada na cultura e é um registro do tempo, da história e da nossa sociedade”, comentou Lourenço, no site Terra. Seu projeto apresenta a ideia de que um desfile de moda é uma exposição de artefatos artísticos, alegando que a roupa por si só não é arte. O estilista apresenta ao público um show artístico e, desta forma, o incentivo seria justificável.

A secretária Talita Daniele diz não entender como esta decisão pode contribuir para promover cultura a população carente por meio de um desfile de luxo, se eles não terão, ao menos, contato por fotos com o desfile em Paris. Para ela, pode haver outras formas de mostrar a moda de uma maneira diferente como, por exemplo, incentivar projetos sociais que levam instruções de moda à crianças em fase escolar.

A Ministra acredita que os incentivos não beneficiarão marcas comerciais e sim projetos de internacionalização, tradição brasileira, preservação do acervo cultural e formação de estilistas, abrindo caminhos para proporcionar imagens do país diferentes do futebol e do samba. “Acredito que se investe pouco com a cultura. Talvez esta não seja melhor maneira, mas acho que já é um começo”, diz a estudante de moda Amanda Cardoso.

7 de set. de 2013

Luz engarrafada ajuda pessoas pelo mundo

Mais de 15 países já se beneficiam com invenção de brasileiro
Por: Yulika Ganizev

Iluminação alternativa beneficia milhares
de pessoas ao redor do mundo.
Foto: Ana Carla Mendonça

Em 2002, Alfredo Moser, mecânico que mora em Uberaba, Minas Gerais, encontrou uma solução para iluminar sua casa após um apagão: a luz “engarrafada”. Para reproduzir o feito é bem simples, sendo necessárias apenas garrafas plásticas transparentes, água e cloro. Com a luz do sol refletindo na água se consegue o efeito de iluminação dentro de ambientes fechados. O brasileiro conseguiu nos últimos dois anos alcançar diversas partes do mundo com esta ideia e hoje chega a quase um milhão o número de famílias que usam este meio para captar energia.

O processo de luz que Moser criou funciona pela refração da luz do sol na garrafa com água, por isso a importância dela ser transparente. Segundo o arquiteto Robinson Marques, este método é conhecido como “Efeito Espelho” e é utilizado geralmente em edifícios. “São criados pequenos desníveis com acúmulo de água para que a luz solar seja refletida no ambiente,” explica.

Para criar uma “lâmpada solar” é preciso preencher uma garrafa PET de 2 litros com água, adicionar duas tampas de cloro (para evitar que ela fique verde), depois acopla-la ao teto, vedando-a com cola de resina para que não haja vazamentos quando chover, por exemplo. A luz solar que entra na garrafa é refletida no ambiente interno, com uma iluminação que pode chegar até 60 watts.

O brasileiro teve a ideia de fazer a “luz engarrafada” durante um período em que os apagões eram frequentes no país. As fábricas tinham energia, porém as casas ficavam na escuridão total. Em seu trabalho, seu chefe o orientou que usasse garrafas com água como lente para refletir a luz do sol no monte de mato seco, pois assim o capim pegaria fogo. Este era o sinal de alerta deles. Depois de refletir sobre esse modo de captar luz, Moser teve a ideia da lâmpada. Adriana Miranda, que é dona de casa e também sofreu com os apagões, achou interessante saber que enquanto algumas pessoas sofriam com a frequente falta de energia elétrica, outros procuravam meios para resolvê-los. “Era ruim não ter luz. Mesmo com o dia ensolarado, haviam cômodos em que a luz solar não chegava. Isso seria uma excelente saída”, comenta a dona de casa.

Vizinhos e até um supermercado do bairro já usufruem da “luz engarrafada”. Embora o inventor não tenha ficado rico com o feito, ele sente orgulhoso, pois pessoas que usam a garrafa de luz veem diferença na conta de energia. Adriana afirma que usaria esta ideia em sua casa. “Além da economia que geraria, os cômodos ficariam mais claros e iluminados”, explica. Já Marques, indica outra alternativa para aproveitarmos a iluminação do sol. “Existe um método muito utilizado no meio arquitetônico, que é chamado de clara boia ou iluminação zenital. Consiste em aberturas feitas na laje superior do ambiente, onde é feito um revestimento de plástico, vidro ou fibra que permita a entrada do sol, sem que haja passagem de água.” O arquiteto recomenda o uso da lâmpada solar pela questão de desenvolvimento sustentável, mas ressalta que esteticamente esse método não é aconselhável.

A instituição MyShelter, localizada nas Filipinas e especializada em construção alternativa, também seguiu o método de Moser. Eles criam casas com produtos recicláveis e em um de seus projetos, enchem garrafas pet com barro para construir paredes. Com a invenção do mecânico, a instituição consegue uma renda extra ao instalar as garrafas de luz nas casas. Outros 15 países como, Índia, Bangladesh e Argentina também utilizam o feito do brasileiro.

As luzes de Moser são usadas também em hortas hidropônicas para produzir alimentos, o que ajuda pessoas que moram em áreas pobres, pois a luz da garrafa favorece o crescimento das plantas. A estimativa é que mais de um milhão de famílias sejam beneficiadas com a ideia até 2014.

6 de set. de 2013

Tempos servis

Por: Gabriel Bonafé

Segunda-Feira, 7h30 da manhã de um dia qualquer. Cedo para alguns. Na cidade de São Paulo, para quase ninguém. Nos metrôs da civilizada capital paulista, muitos corpos já se empurravam, se esganavam e trocavam xingamentos para adentrar no superlotado transporte e enfim chegar a tempo em seus odiados trabalhos. Dentro da minhoca de metal, muitas telas dispostas para entreter o povo espremido. Algumas não funcionavam. Muitos não conseguiam nem enxergá-las. Fofoca de ‘artistas’, notícias de futebol, vídeos de animais e até o comercial de um documentário eram os conteúdos que transitavam nas pequenas telas. 

Domingo, 2h30 da tarde de um dia qualquer. Horário em que muitos repousam. É o dia de descanso, mas não para os pretos escravos. Àquela altura, eles transportavam objetos de brancos para uma fazenda localizada a 25 km de distância. Os escravos percorriam a pé e carregavam caixas pesadas enquanto algumas carroças com homens brancos acompanhavam o bando para vigiar o serviço. Essa era uma das cenas da escravidão do século XIX, representada pelo ignorado documentário.

De volta ao presente, já era 8h da manhã. Pessoas desembarcavam furiosamente dos transportes, subiam escadas correndo, pagavam taxi, esperavam caronas, atravessavam ruas sem olhar para os lados e não paravam de arranjar artifícios até chegar ao serviço.

Na escravidão antiga, 3h20, os pretos já tinham chegado à nova fazenda. Imploraram por água e comida, suplicaram por descanso e invejaram e amaldiçoaram os brancos. Foram castigos com chibatadas e continuaram obedecer a seus donos. Estavam em maioria. Não existia carabina nenhuma capaz de proteger cem de um milhão, mas alguma mentira tinha sido muito bem contada e mantinham-nos em um estado de passividade mais absurdo do que qualquer violência que pudesse ser praticada.

De volta para a escravidão moderna, o choro por água e comida é ouvido sob viadutos e nas favelas. O povo prega ódio aos políticos e demais autoridades. As chibatadas não são mais ricocheteadas, pois o cotidiano já desempenha a dor desse castigo. Após suportar todo esse caos, a vida é tocada para frente. Violência nenhuma é superior da qual o status quo exerce.

5 de set. de 2013

Gestão Participativa é o tema da 2º edição do Seminário de Proteção Escolar

Os servidores da rede estadual discutem em outubro o assunto 
Por: Gabriela Ferraz

A primeira edição do Seminário de Proteção Escolar reuniu
cerca de 1.500 educadores e parceiro da rede estadual.
Foto: Divulgação.

O 2º  Seminário de Proteção Escolar será realizado pela Secretaria da Educação, em parceria com o Ministério Público, e irá acontecer no mês de outubro de 2013.  Segundo a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, o evento reunirá cerca de 1,7 mil pessoas, entre educadores, gestores da educação e representantes de entidades da rede de proteção dos direitos da criança e do adolescente.

A nova edição apresenta o tema “Gestão participativa da escola”. O objetivo é a troca de experiências de todos os profissionais envolvidos na sociedade escolar. O seminário faz parte do Sistema de Proteção Escolar, desenvolvido em 2009 para prevenir os conflitos no ambiente escolar. Segundo a assistente de direção da E.M.E.F Assad Abdala, Izilda Josefa Dental, o projeto é fundamental, pois faz com que o dia a dia seja refletido no seminário.

A 1ª edição ocorreu em agosto de 2012 e seus resultados proporcionaram uma mudança na programação. Neste ano, os servidores poderão apresentar seus projetos, criando assim um espaço para novos debates a respeito do tema. Para Izilda, os seminários fazem com que ela entenda mais sobre como os alunos na adolescência pensam, aprendem e como conduzi-los em sala de aula. Segundo a Secretaria do Estado de São Paulo, 2.828 docentes trabalham no cargo de professor-mediador escolar e comunitário em 2.430 escolas estaduais.

4 de set. de 2013

Ginástica Artística é opção para jovens da Grande SP

Prefeitura oferece para estudantes a prática do esporte olímpico
Por: Leandro Correia

Troféus dos atletas de Ginástica Artística,
conquistados em campeonatos.

A ginástica artística é uma das modalidades esportivas oferecidas pelo Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP). Com a missão de promover o desenvolvimento de atletas e equipes competitivas nas categorias de base, com apoio e suporte técnicos efetivos, o Centro, criado em 1976, disponibiliza diversas modalidades olímpicas, como Atletismo, Basquete, Futebol, Handebol e Judô.

Apesar do espaço que a ginástica artística vem ganhando nos últimos anos, seu desempenho em grandes
Sérgio Ricardo Rodrigues de Campos,
técnico de Ginástica Artística.
competições como as Olimpíadas ainda é tímido. Em Londres 2012, o atleta Arthur Zanetti foi o primeiro a ganhar uma medalha na modalidade em Jogos Olímpicos. O Brasil começou com o pé direito: trouxemos o ouro para casa. Segundo o técnico Sérgio Ricardo Rodrigues de Campos, o esporte se popularizou nos últimos anos, com o reconhecimento de atletas como Daiane dos Santos e Daniele Hypólito. "A procura é cada vez maior", diz.

Por volta de 65 atletas treinam a Ginástica Artística no COTP, coordenados por profissionais, tanto graduados em Educação Física, como ex-atletas. O treinamento é intenso. São 3 vezes por semana, 4 horas por dia. Isso se intensifica em época de campeonatos e chega à 6 vezes por semana. Para entrar na equipe, é necessário ter entre 6 e 7 anos. Os jovens treinam, participam de campeonatos e todos os gastos são custeados pela prefeitura.

Turma feminina da tarde que pratica Ginástica Artística.
Para participar do processo de "peneira", a única exigência é que o jovem frequente a escola. Moradores de cidades vizinhas como Osasco e Grande ABC também podem participar do processo de seleção que ocorre em épocas variadas. Segundo foi o primeiro a ganhar uma medalha na modalidade em Jogos Olímpicos. O Brasil começou com o pé direito: trouxemos o ouro para casa. Segundo o técnico, além de contribuir para a condição física e desenvolver a saúde do atleta, a Ginástica Artística contribui também para o bem-estar psicológico e como outros esportes, é indicado no desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Para saber como se inscrever nesse ou em outros esportes olímpicos oferecidos pelo COTP, basta acessar o site da prefeitura de SP; e ir na área "Secretarias - Esportes / Centro Olímpico". O Centro fica na Av. Ibirapuera, 1315 e os telefones para contato são: 3396-6452 e 3396-6468.

3 de set. de 2013

Projeto Guri aproxima crianças e adolescentes à música clássica

O programa atende mais de 49 mil alunos no Estado de São Paulo
Por: Beatriz Prieto

O Projeto Guri é considerado referência em programas
socioculturais no país. Foto: Cedida pelo Projeto Guri

Entre um acorde e outro, o Projeto Guri, programa sociocultural oferecido pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, já atingiu cerca de 500 mil crianças e adolescentes em todo o Estado. Os números revelam que a falta de interesse não é necessariamente o motivo de um distanciamento entre a música erudita e os jovens de baixa renda.

Para estimular a criatividade e o trabalho em equipe por meio da música, a iniciativa criada em 1995 oferece, gratuitamente, cursos de coral, instrumentos de cordas dedilhadas e friccionadas, sopro, teclados e percussão para alunos com idade entre 6 e 18 anos.

A Secretaria da Cultura compartilha a gestão do projeto com duas organizações sociais. Amigos do Guri, responsável por cerca de 370 polos distribuídos pelo interior e litoral do Estado, e Santa Marcelina Cultural, que administra as unidades da Capital. "O objetivo do projeto é unir educação e lazer por meio da música em uma missão sociocultural que desenvolva comportamentos positivos nos participantes", afirma Alessandra Costa, diretora executiva do Amigos do Guri.

Para a estudante Cinthia Yukari Arakaki, o contato com o ballet clássico, quando criança, foi incentivo suficiente para procurar o Projeto Guri e iniciar aulas de violino. "Mais que técnica, o ballet me exigiu compreender a mensagem por trás da melodia clássica, a música no seu estado mais puro". Quando questionada sobre o projeto, Cinthia ressalta: "O método de ensino é bastante dinâmico e eficaz. O projeto me ensinou que a música clássica não existe para ser meramente ouvida, mas sim, interpretada e apreciada”.

Mais informações sobre o programa, locais, vagas e cursos, disponíveis no site: Projeto Guri.

2 de set. de 2013

Procon-SP oferece Programa de Apoio ao Superendividado

Iniciativa ajuda consumidores em débito
Por: Fernanda Chiarato

Sobe para 57% o número de famílias endividadas
na cidade de São Paulo. Foto: Banco de Imagens

Uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostra que a parcela de famílias endividadas na região metropolitana de São Paulo ainda cresce. No mês passado, 57% das famílias tinham algum tipo de dívida, em relação a 53,5% em junho. O Programa de Apoio ao Superendividado (PAS) tem como objetivo auxiliar endividados que não conseguem solucionar seus débitos. O projeto é promovido pela Fundação Procon-SP com apoio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc).

O programa visa auxiliar o devedor no contato com o credor para uma possível conciliação e educar o endividado a lidar com problemas financeiros. Para participar do projeto é necessário, primeiramente, passar por uma triagem, que irá verificar o grau de endividamento. Ter mais de 18 anos e morar na cidade de São Paulo. Após a pré-seleção, feita pelo Cejusc, o participante assiste a uma palestra psicoeducacional no Auditório da Fundação e passa por audiências coletivas mediadas por conciliadores do Tribunal de Justiça.

Segundo a responsável do programa, Vera Remedi, o acúmulo de dívidas não é apenas responsabilidade da má educação financeira no Brasil, mas também decorrente dos juros abusivos. “Existe um forte estímulo de que é fácil pegar empréstimo. Diversos bancos debitam o valor da sua dívida diretamente da conta corrente”, afirma. Vera ainda comenta que muitos dos endividados são adimplentes, ou seja, pagam suas dívidas, porém de forma mal organizada. Outro vilão para os cidadãos, além dos juros excessivos, é o cheque especial.

A partir de setembro o Programa de Apoio ao Superendividado (PAS)  deve abranger demais municípios no Estado de São Paulo. No site www.procon.sp.gov.br é possível encontrar maiores informações para quem deseja orientações sobre o programa. O endereço para atendimento é na Rua Barra Funda, 930, que funciona nos dias úteis, das 9h às 17h.

 
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