Diferentemente da grande maioria das pessoas que fazem Jornalismo, não entrei no curso pensando nisso, nunca tinha me enxergado como jornalista. Quando entrei na Universidade Cruzeiro do Sul, em 2005, meu intuito era me especializar em Relações Públicas, já que na época trabalhava para o Ibope Solutions e queria me manter na área. Mas foi durante o curso de Comunicação Social que fui descobrindo aos poucos o Jornalismo.
Não pensava em trabalhar em redação, mas descobri que podia ser um braço dos veículos da grande mídia atuando em Assessoria de Imprensa, e foi aí que decidi o que queria fazer da minha vida. No terceiro ano, o primeiro na habilitação, fui fazer estágio na Secretaria Estadual de Habitação de São Paulo, na área de assessoria. Depois de formada, fiquei um ano em uma agência de comunicação focada em cultura e foi lá que aprendi muita coisa. Trabalhei com assessoria de livros, filmes, canais de televisão, festivais e conheci muita gente bacana.
Hoje trabalho na editora LeYa Brasil, uma das cinco maiores do país, lidando com uma das coisas que mais adoro na vida: livros. Foi durante o período de faculdade que perdi o preconceito que tinha com a assessoria. Grande parte dos estudantes de Jornalismo enxerga o assessor como um jornalista de segundo escalão, mas na prática não é bem assim.
O papel do assessor é o mesmo de um editor. Você tem nas mãos a informação que o repórter precisa. Na área de cultura essa parceria é fundamental, já que é o assessor que detém toda a informação que os cadernos precisam: eventos, personalidades, lançamentos etc.
Hoje eu trabalho com os principais veículos do Brasil, e é um orgulho pegar uma matéria que eu ajudei a ser feita na capa de um caderno cultural ou de uma revista de grande circulação. Fazer parte do universo da informação é uma sensação indescritível, e ver que aqueles livros que eu entreguei para um editor ou repórter e apostei todas as fichas como sendo algo necessário para o leitor, está lá. O assessor é um pauteiro externo, fundamental para qualquer redação.
06/11/11 Fernanda Blanes
Quando terminei o ensino médio, escolhi o curso de Comunicação Social e, como especialização, Publicidade e Propaganda. Sempre gostei de comunicação e confesso que não me achava muito boa escrevendo. Quando terminei o curso, senti necessidade de fazer outra faculdade, pois, apesar de estar na área que eu amava, não me sentia realizada com a profissão que tinha escolhido. Optei por Jornalismo meio que no susto, não me achava boa escritora, mas me agradava a ideia de conhecer coisas novas e saber sobre tudo um pouco. Sempre fui muito curiosa e acho que isso é essencial para um jornalista. Cursei os dois anos finais da faculdade, pois já havia cursado o ciclo básico. Aprendi a amar a escrita durante as aulas de redação e rádio que, aliás, eram as minhas favoritas.
No quinto semestre, consegui um estágio como secretária de redação em uma editora. Aprendi muita coisa por lá, foi um aprendizado incrível. No segundo mês de estágio, o editor de uma das revistas da empresa me pediu que fizesse um texto e, se aprovado, entraria na próxima edição da revista. Não conseguia me conter de tanta felicidade ao ver meu nome estampado naquela página. Depois de algum tempo, eu já escrevia três editorias da revista.
Saí da editora quando me formei e fui trabalhar em uma agência de comunicação como assessora de imprensa. Atendi diversos clientes e aprendi muita coisa. Hoje ainda trabalho no mesmo grupo, porém, em outra empresa, atendendo outros clientes. Nada do que se passou na minha vida teria acontecido se não fosse a universidade. Aprendi muitas coisas, conheci muita gente e acredito que sem essa base eu não teria o mesmo sucesso.
09/09/11
Bruno Souto
Sempre quis fazer Jornalismo, pois sou um eterno apaixonado pela escrita. Sou deficiente físico devido ao nascimento prematuro e me locomovo por meio de muletas, jamais imaginei alcançar a graduação por esta condição.
Com o passar dos anos, o amadurecimento e a aceitação de minha condição física, decidi lutar pelo meu sonho de alcançar o nível superior em jornalismo e consegui bolsa integral pelo PROUNI. Não foi fácil, durante toda a minha vida escolar, sempre estudei perto de casa. Na faculdade foi diferente, a distância era maior e teria de enfrentar o temido transporte público.
Após seis meses de início do curso, consegui uma vaga de emprego na própria Universidade Cruzeiro do Sul, o meu primeiro registro em carteira. Realizava duas conquistas em um único momento. Estava muito feliz e realizado.
O curso estava cada vez melhor, superando minhas expectativas e, ao mesmo tempo, me ajudando a propor e superar novos desafios. A cada atividade, prática, principalmente, me via encurralado entre segurar muleta, câmera e microfone. Era desesperador!
Após o desafio da cobertura do Prêmio Vladimir Herzog de 2007 junto à imprensa nacional, tive a convicção de que estava na carreira certa. Apesar das dificuldades, consegui cumprir as pautas solicitadas pela Profa. Regina Tavares de Menezes, que tanto insistiu e incentivou que fizesse esta cobertura, percebi que até me dou bem nesse desafio-muleta, câmera e microfone.
Me formei em 2008, com muito orgulho, em Jornalismo pela Universidade Cruzeiro do Sul. Fiz o aclamado juramento na colação de grau e termino ainda este ano o Latu Sensu - Especialização em Língua Portuguesa pela mesma Universidade.
Hoje, trabalho na Comunicação Interna e Eventos da Telefônica – Segmento Empresas, com a gestão de conteúdos e posso garantir que o Jornalismo é a profissão certa que escolhi para a minha vida. Quando procuramos em nossa profissão o amor, a paixão por aquilo que fazemos acima até mesmo do dinheiro que possamos ter de retorno, encontramos o sucesso!
29/03/11
Rubens Lisboa
Iniciei o curso de Jornalismo na Universidade Cruzeiro do Sul em 2005 e, logo no quarto semestre, tive a chance de participar do processo seletivo do jornal esportivo Lance!, que no ano seguinte me contratou como estagiário. Foi desta forma que consegui entrar bem na área, já que o trabalho de estagiário era igual ao de um repórter efetivo da empresa e eu tinha de sugerir pautas, entrevistar personalidades e cobrir eventos importantes.
Ao mesmo tempo, a frequência no curso era prejudicada devido ao horário de trabalho da redação (nem sempre as leis são cumpridas pelas empresas no jornalismo). O aprendizado em termos de ação no jornalismo na empresa era maior do que na universidade, onde você ainda não sabe bem o que vai encontrar no mercado e aprimora o lado técnico da profissão.
Saí da Cruzeiro do Sul em 2007 e fui para outra instituição de ensino, na época em que pude cobrir alguns dos maiores eventos esportivos realizados no Brasil e participei pela primeira vez de uma cobertura olímpica na redação. Após alguns problemas novamente em relação aos horários de trabalho e estudo, voltei para a Cruzeiro do Sul e deixei o Lance! em meados de 2009.
Logo fui contratado pelo Universo Online (UOL), do Grupo Folha de S. Paulo, onde aprendi a lidar com a pressão por tempo e precisão na internet e isso ajudou a elaborar o meu Trabalho de Curso (TC), o livro "Tênis F.C. – O tênis no país do futebol", em que aproveitei o contato com o esporte para o trabalho acadêmico no qual o principal era mostrar como uma modalidade tenta se desenvolver em um país onde é considerada cara enquanto o futebol é supervalorizado e recebe a maior parte dos investimentos públicos.
Atualmente ainda faço parte da equipe de esportes do UOL e acrescentei ao currículo a cobertura na redação da Copa do Mundo de 2010 e o acompanhamento in loco de eventos internacionais de tênis, modalidade pela qual sou o responsável na empresa.
O lado bom de trabalhar com esportes é o fato de poder explorar arte, moda, política economia e cotidiano em apenas uma editoria. A parte ruim ainda é o preconceito com o esporte, o ufanismo e a visão equivocada sobre o esporte no jornalismo que existe ainda por parte de muitos profissionais, além de outros que não conseguem separar razão e emoção.
15/03/11
Amanda Gelumbauskas
Eu me formei em Jornalismo em 2009 na Universidade Cruzeiro do Sul, mas tenho contato com a profissão desde os 14 anos. Eu brincava de ser jornalista e, quando eu tinha 9 anos, ganhei minha primeira máquina fotográfica.
Quando eu tinha 14 anos, estava na rua fotografando e um jornalista começou a conversar comigo. O nome dele é Romeu Venâncio e ele fazia um jornal de pequeno porte no Ipiranga. O jornalista me chamou para trabalhar com ele e, aos poucos, eu fui conhecendo sua história. Ele era negro, muito magro e veterano da ditadura, por isso ele contava umas histórias meio malucas. Com ele fui conhecendo minhas fontes.
Já na faculdade, o professor Adriano sempre gostou muito do meu trabalho, então ele me indicou para trabalhar na De Brito Propaganda, no departamento de web jornalismo. Lá fiz diversos projetos, alimentando sites e atendendo clientes. Foi lá que conheci o Marcelo Braga, meu segundo padrinho na profissão. Com ele eu comecei a fazer o jornalismo esportivo, corridas, Fórmula 1, que são minhas paixões desde pequena. Até hoje eu trabalho com o Marcelo.
Atualmente, estou na área de esporte, trabalho na Revista Imprensa. Voltei para a Revista Imprensa neste ano. Em 2008 entrei na Comunicabrasil, que considero ter sido meu trabalho mais marcante. Eu atendia 4 multinacionais, era uma loucura.
Quanto à faculdade, acredito que hoje a grade de aulas está muito melhor, mas é papel do aluno se envolver com a matéria. Já a estrutura da faculdade é nota 10, eu vejo na Universidade Cruzeiro do Sul uma evolução, tanto em estrutura, quanto em formação do corpo docente.
Lembro que a professora Flávia Serralvo sempre falava que eu tenho jeito de professora. Sempre fui bem nos seminários e agora estou buscando me encontrar na pós-graduação. Vou seguir a área de linguagem. Apesar de gostar de esporte e possuir um blog sobre moda, meu negócio é o texto. Já cheguei a dormir e sonhar com o texto. Até durmo com um caderninho do lado e, às vezes, acordo de madrugada, escrevo e só depois volto a dormir.
Hoje em dia eu tenho uma qualidade de vida que eu não tinha quando era estudante. Tenho liberdade financeira, possuo meu próprio apartamento e vou me casar. Toda essa experiência de hoje, eu só tenho porque muitas vezes eu tomava a iniciativa de fazer os trabalhos sem receber nada. Houve muitos trabalhos que eu fiz e, depois de algum tempo, me renderam muita coisa boa. Tem que meter as caras, né?
Consumo de alimentos orgânicos sobe 30% ao ano no Brasil
Aumento pode indicar maior preocupação de brasileiros com a saúde
Por Ingrid Taveira, Larissa Leonardi e Tatianne Francisquetti
Os alimentos orgânicos são produzidos sem o uso de agrotóxicos, ou de qualquer composto químico que possa ser nocivo à saúde de quem os consome. Alimentos cultivados com o uso de conservantes passa por alterações em sua composição que os protegem da ação de pestes. No entanto, de acordo com pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o uso em excesso desses produtos pode trazer consequências graves à saúde, como intoxicação, dores de cabeça, dor de estômago e sonolência. Há também a possibilidade de problemas crônicos, como paralisias ou câncer. Os compostos químicos, além de serem utilizados na produção vegetal, também podem ser encontrados na produção de alimentos de origem animal, ou em águas contaminadas.
Os alimentos orgânicos são livres de pesticidas e agentes causadores de doenças
como câncer e alergias
(Imagem Shutterstock)
Os riscos gerados pelo uso dessas substâncias têm sido pesquisados por diversos órgãos de saúde. A ANVISA é o responsável por fiscalizar a utilização em plantações e produções de grande porte. Segundo o Instituto Biodinâmico (IBC), a fabricação de produtos sem o uso de agrotóxicos no Brasil cresce 30% ao ano, o que representa uma melhora significativa na saúde alimentar dos brasileiros. As vantagens básicas do consumo de alimentos orgânicos são: a não ingestão de toxinas nocivas ao corpo, a preservação ao meio ambiente e, de acordo com consumidores, mais sabor.
Lierka Maria, consumidora habitual de mantimentos produzidos sem o uso de conservantes químicos, afirma: “Os alimentos têm mais consistência, mais sabor e, às vezes, mais cheiro. Não são esteticamente mais bonitos ou brilhantes, como os que encontramos no mercado, mas, dependendo do alimento, se nota muito a diferença”.
Ugur acha os alimentos sem sabor,
por isso não é adepto ao consumo
(Arquivo pessoal)
Já Ugur Durak, não adepto de produtos orgânicos, diz: “Mesmo com os benefícios que os alimentos trazem para a saúde, para mim o gosto vem em primeiro lugar. E esses alimentos são sem gosto”.
Os alimentos mais consumidos são verduras e legumes, mas, atualmente, também são disponibilizados no mercado opções como carne bovina, frango e ovos. Para a carne ser considerada orgânica, o produtor (gado) não pode receber tratamentos veterinários que incluam medicamentos ou procedimentos químicos. São aceitas somente as vacinas necessárias. Já o frango não pode receber hormônios, método adotado por granjas e criadouros para acelerar o crescimento do animal.
22/05/11 Medicina alternativa ganha destaque na mídia e se torna tópico de discussões
Enquanto ganha espaço em veículos de comunicação de alcance nacional, essa prática vem, também, gerando dúvidas e debates
Por Ingrid Taveira, Larissa Leonardi e Tatianne Francisquetti
Há remédios homeopáticos para dormir, emagrecer, depressão entre outros (Imagem Freestock)
Tema de reportagens em diversos programas, como o SBT Repórter transmitido no último dia 11, a medicina alternativa torna-se alvo de polêmicas ao possibilitar o confronto entre seus usuários e entre os que não acreditam em sua eficácia.
Além de programas televisivos e reportagens da mídia escrita, diversos outros meios são utilizados com a finalidade de defender um dos dois pontos de vista. Em fevereiro deste ano, por exemplo, ocorreu o evento 10²³: Homeopatia é Feita de Nada. Com o intuito de comprovar a ineficiência da homeopatia, consiste na ingestão de overdoses de remédios homeopáticos, feita por diversas pessoas em diferentes lugares do mundo, ao mesmo tempo. A União Europeia pretende colocar em votação um projeto de lei para realizar a proibição do comércio de remédios naturais, como os já citados homeopáticos.
As divergências de opiniões se estendem desde a comprovação de sua utilidade, até a escolha da nomenclatura “alternativa”. Enquanto o nome remete ao conceito de algo que pode ser utilizado no lugar de outra coisa, outras denominações surgem. Filomena De Luca, especialista em variadas ramificações da medicina alternativa, como a acupuntura e a cromoterapia, prefere utilizar a denominação medicina vibracional. De acordo com ela, o nome seria mais próximo do conceito teórico, já que ela trabalha com diversos níveis de energia, não somente do campo físico. “É uma energia equilibrada no todo, que faz o indivíduo atuar bem em todas as áreas, que não só com qualidade física, mas qualidade mental, espiritual, emocional, energética”, afirma.
Filomena de Luca, especialista em medicina vibracional (Arquivo pessoal)
Para Filomena, o nome medicina complementar também é mais adequado, pois essa prática medicinal deve ser usada em conjunto com a medicina tradicional. “Uma não existe sem a outra. Quando você cura um indivíduo só a nível físico, ele volta a ter a doença, porque a gente não mexe na causa verdadeira. A gente está tratando dos sintomas, que aparecem no corpo físico. A causa, normalmente, é de origem espiritual, emocional”, comenta a especialista, explicando que a medicina complementar é responsável por essa cura emocional e por evitar o retorno da doença.
Juliana Tavares da Silva, assistente de cadastro, procurou a medicina alternativa para resolver problemas na coluna, mas não obteve resultados a longo prazo. Em sua opinião, a eficiência do tratamento depende, na verdade, do organismo de seu usuário. “Não sei se é psicológico, mas tem gente que usa, se acha melhor, por algo ter mudado, e acredita. Eu não acredito”, conclui.
Já Giovanna Boghi, também assistente de cadastro, recomenda. Usuária de homeopatia há cerca de quinze anos, ela procurou o tratamento para resolver problemas alérgicos e da garganta. Para ela, a medicina alternativa fortifica o organismo para que seu usuário não volte a apresentar a mesma doença. “Acredito que, por ser natural, tem uma fórmula diferente que talvez trabalhe mais com o lado de reforçar o organismo, para que você não fique doente. Acredito que a composição da homeopatia realmente faça efeito no organismo”, ela diz, enfatizando que o efeito no é real, e não apenas psicológico.
“Eu acho que é fé”, diz Priscila Dermenjian, publicitária, que fez uso de remédios homeopáticos durante dois meses, mas também não obteve resultados. Ela ainda opina sobre os motivos que levam um paciente a buscar esse tratamento: “As pessoas sempre buscam uma alternativa para não entrar na faca, fazer um corte, usar uma droga mais pesada. Elas ouvem sobre um remédio homeopático que não faz mal, que não é pesado, então vão atrás”. Apesar de não ter ficado satisfeita com sua própria experiência, Priscila afirma considerar o uso válido para quem acredita em seus efeitos e discorda de medidas extremas que visam a desacreditá-la.
Quanto às desvantagens e perigos do tratamento, Filomena salienta o risco de procurar pessoas despreparadas e tratamentos enganosos. Ela frisa a necessidade de verificar os registros do profissional junto a um órgão competente, como o conselho regional, certificar-se de que ele possui qualificação e dar preferência a indicações de pessoas conhecidas, ao invés de priorizar propagandas.
10/05/2011
Campanha de vacinação é prorrogada em alguns estados
O objetivo do governo é atingir 80% do público-alvo até maio e, onde a meta não for atingida, o prazo pode ser estendido
Data de encerramento da campanha sofre alterações
(Imagem divulgação)
Por Ingrid Taveira, Larissa Leonardi e Tatianne Francisquetti
Iniciada em 25 de abril e com encerramento previsto para 13 de maio, a campanha de vacinação contra a gripe terá duração maior em alguns Estados. Os focos da campanha são idosos, indígenas, crianças de seis meses a dois anos, gestantes e profissionais da saúde, e o Ministério da Saúde calcula que cerca de 60% do público-alvo já foi imunizado. A vacina visa a combater três vírus presentes no hemisfério sul, entre eles o da influenza A.
Nos Estados em que a meta não foi atingida, a prorrogação variará e será determinada pelo governo local. Em São Paulo , por exemplo, ela se estenderá até 20 de maio. Em outros casos, como o de Roraima e Mato Grosso, ela irá até o dia 27 de maio e, no Ceará, até o dia 13 de junho. A campanha contou com 240 mil profissionais da área de saúde e ocorreu em cerca de 30 mil postos.
Apesar de ser considerada pelo Ministério a segunda campanha com maior número de imunizações no país, Gisleide Bonfim, agente comunitária, afirma ter existido uma resistência por parte do público-alvo. “Muita gente tem medo. Falam que estão escondendo, que tem muita gente que morre tomando essa vacina. Eu tive que correr atrás de mães para dar vacina em bebês menores de dois anos e elas não queriam dar de jeito nenhum”, diz.
Já Marlene da Costa, auxiliar de enfermagem, afirma ter presenciado uma grande procura pela vacina este ano. De acordo com ela, a campanha é essencial para prevenir surtos de gripe. Além disso, ela atesta que o número de casos registrados da doença efetivamente diminui com a vacinação, especialmente em idosos.
As gestantes apresentaram um dos menores índices de imunização, com pouco mais de 39%. Para Gisleide, a crença de que a vacina pode ser nociva atrapalha na divulgação da campanha e impede que esse número seja maior. “Elas ficam com medo”, explica.
Juliana Farias, gestante, ficou sabendo da campanha por meio da televisão e agentes de postos de saúde e decidiu tomar a vacina. “O efeito foi péssimo. Fiquei gripada no dia seguinte. Mas é uma reação que dá. Estou com a imunidade baixa, e acontece. Mas depois melhorei”, ela conta, frisando, no entanto, que acredita que a vacinação serve para evitar gripes mais fortes posteriormente e que todo público-alvo deveria tomar.
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina é segura, mas é aconselhável que pessoas com problemas na produção de anticorpos procurem um médico antes da vacinação. Além disso, pessoas com alergia à proteína do ovo não podem ser imunizadas.
22/04/2011
Folha da árvore oliveira é utilizada para combater doenças
O estudo foi realizado com 180 pacientes, submetidos a tratamentos com pílulas da folha de oliveira (árvore da qual nascem às azeitonas). Durante a pesquisa, os que utilizaram a técnica apresentaram declínio na pressão arterial e diminuição nos níveis de gordura no sangue. O novo medicamento natural é tão eficaz quanto remédios químicos prescritos pelos médicos, com o benefício de não causar efeitos colaterais. O azeite é classificado como um alimento que reduz os depósitos de gordura nas artérias e é associado à prevenção do câncer de mama, colite e depressão.
Fonte: G1.com.br
21/04/2011
Pessoas contaminadas pelo vírus HIV agora podem doar sêmen
Estudo aponta que pessoas soropositivas também podem doar sêmen. A inseminação pode ser feita com segurança, apenas nos casos em que o homem está infectado e a mulher não. O sêmen é “lavado”, de forma que as doenças presentes sejam eliminadas, tornando a fertilização segura e sem riscos. Em todos os testes, feitos com 1800 casais, os bebês não apresentaram nenhum sinal da doença. A descoberta é um avanço no âmbito da medicina que, futuramente, poderá evitar a contração da doença.
20/04/2011
Brasil lança vacina para pessoas que têm medo de agulhas
É lançada no Brasil uma vacina para as pessoas que têm medo de agulha, para os hemofílicos e pessoas com problema de coagulação. É a primeira vacina intradérmica (penetra apenas na pele) de prevenção à gripe do mundo. O objeto de perfuração tem apenas 1,5 mm e não vai até o músculo, como os métodos convencionais. É indicada para adultos entre 18 e 59 anos. Desenvolvida pelo fabricante Sanofi Pasteur, está disponível apenas para clínicas particulares. O preço irá variar de R$ 60,00 a R$ 70,00.
19/04/2011
Nanopartículas de colesterol bom ajudam no combate ao câncer
Após descobrirem a estrutura do colesterol bom, o HDL, cientistas da Universidade do Texas descobrem que molécula pode ser utilizada para transportar fragmentos de RNA interferente, capazes de inibir genes que promovem o câncer. A partir do experimento, descobriu-se que as partículas reduzem ou eliminam completamente tumores de câncer de ovário. Por enquanto, a pesquisa foi realizada apenas em animais de laboratório.
18/04/2011
Radioterapia apresenta resultados mais eficazes com composto de soja
De acordo com pesquisa realizada por cientistas da Universidade do Estado de Wayne, nos Estados Unidos, e publicada pela revista Journal of Thoracic Oncology, a soja é composta por uma substância capaz de aumentar os efeitos da radiação para matar células do câncer de pulmão. Além de reforçar os efeitos da radioterapia, o composto natural também pode proteger os pacientes dos efeitos colaterais do tratamento.
17/04/2011
Parceria possibilita o desenvolvimento de novos remédios no Brasil
Quatro novos medicamentos serão fabricados em território nacional, por meio de parcerias entre empresas públicas e privadas, efetuadas por intermédio do Ministério da Saúde. O documento foi assinado em reunião com representantes do governo federal e da Indústria Farmacêutica, na sede da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), em Brasília, e visa à produção de medicamentos para Parkinson, Aids, artrite reumatóide e doença de Crohn.
08/04/2011
Dia Mundial da Saúde é marcado por preocupação com resistência a antibióticos
Comemorado no dia 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde traz, neste ano, uma luta contra a resistência aos antibióticos, causada pela falta de políticas de prescrição de medicamentos, pela ingestão em doses incorretas e pelo uso contra doenças para as quais não são indicados. Os resultados são bactérias, vírus e parasitas com alterações que os tornam resistentes aos medicamentos. Além disso, existe o risco de doenças infecciosas se tornarem mais fortes e de se propagarem mais rapidamente.
09/04/2011
Médicos comemoram Dia Mundial da Saúde com greves e protestos
Com o intuito de conseguir o fim do que consideram interferência das operadoras de planos de saúde e de garantir remuneração digna e os direitos dos pacientes, médicos de todo o país fizeram paralisação e protestos, no dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. O foco da paralisação foi atingir o atendimento de pacientes de planos e seguros de saúde. Casos de urgência e emergência continuaram sendo atendidos.
10/04/2011
Dengue tipo 4 reaparece e governo reforça medidas de prevenção
A dengue tipo 4, que imaginava-se erradicada do país há 30 anos, volta a aparecer. O Ministério da Saúde afirma que essa variação da doença não é pior que as demais, mas, devido ao tempo que passou sem se manifestar, boa parte da população não desenvolveu nenhuma imunidade a ela. O governo adota medidas de prevenção que já conseguiram diminuir em quase 40% o número de doenças no país e reforçou a campanha de combate à dengue veiculada em todo o território nacional.
23/03/2011
Programa Farmácia Popular passa a distribuir remédios para diabetes
Indicado para o tratamento de pacientes que sofrem com diabetes, o cloridrato de metformina está incluso, desde fevereiro, na lista de medicamentos distribuídos gratuitamente pelo programa Aqui Tem Farmácia Popular. Cerca de 15 mil drogarias em todo o país receberam o medicamento por meio do programa. Para ter acesso ao remédio, é obrigatória a apresentação de CPF, documento com foto e receita médica.
Fonte: Revista Época
21/03/2011
Pesquisa relaciona sintomas da menopausa a doenças cardiovasculares
Contrariando estudos anteriores, uma nova pesquisa realizada na Universidade do Noroeste, nos EUA, atesta que mulheres que sofrem com ondas de calor e suor noturno no auge da menopausa têm menos chances de desenvolver doenças cardiovasculares.Emily Szmuilowicz, líder do grupo de pesquisadores, observou 60 mil mulheres e constatou que a maioria delas, apesar dos incômodos gerados pelos sintomas, era mais resistente aos problemas de coração.
Fonte: Revista Época
19/03/2011
Pesquisa revela que estudar idiomas pode ajudar a manter boa memória
De acordo com tese desenvolvida por Magali Perquín, do Centro Público de Pesquisa em Saúde, de Luxemburgo, pessoas que falam mais de dois idiomas são menos propensas a desenvolver problemas de memória. A pesquisa, que será apresentada entre os dias 9 e 16 de abril no Encontro Anual da Academia de Neurologia, em Honolu, estudou homens e mulheres com cerca de 73 anos e concluiu que, além de preservar a memória, conhecer mais de dois idiomas também diminui os riscos de desenvolver problemas cognitivos.
Fonte: Revista Época
22/02/2011
Novo tratamento brasileiro promete prevenir o vírus HIV
Foi divulgada a criação de uma nova medida eficaz para prevenir a transmissão do vírus HIV, a quimioprofilaxia. O método consiste em três drogas antiretrovirais (medicamentos utilizados no tratamento das pessoas soropositivas ao HIV) e deve ser aplicado em até 72 horas do ocorrido. O tratamento foi desenvolvido pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, para atender, principalmente, vítimas de violência sexual e acidente profissional.
Fonte: Revista Época
18/02/2011
Rotina pode ocasionar lesões cervicais causadas pela má postura
As atividades cotidianas mais comuns, como os afazeres domésticos e trabalhos em computador mantidos por longos períodos, acabam gerando o mau posicionamento da coluna cervical. Essa prática ocasiona cifose dorsal e lordose cervical. Um dos métodos de prevenção é a prática de exercícios de alongamento, e melhores condições ergonômicas. As atividades físicas são de máxima importância para evitar o sedentarismo, que ocasiona flacidez dos músculos e consequentemente acarretará em má postura.
Fonte: im0408.blogspot.com
17 /02/2011
Globo aposta em programa de saúde com suporte semanal de especialistas
Com notícias de saúde, exercícios físicos, qualidade de vida e alimentação, a Rede Globo exibe o programa Bem Estar. Apresentado por Mariana Ferrão e Fernando Rocha, o programa vai ao ar de segunda a sexta, às 10h. A atração conta, também, com a participação de cinco especialistas: o infectologista e clínico geral Caio Rosethalx, a pediatra Ana Escobarx, o endocrinologista Alfredo Halpernx, o preparador físico José Rubens D’Eliax e o cardiologista Roberto Kalilx.
14/02/11
Ginástica laboral beneficia funcionários e empresas
Além de prevenir lesões físicas, o exercício pode melhorar o trabalho em equipe e o rendimento profissional
Por Ingrid Taveira, Larissa Leonardi e Tatianne Francisquetti
Programa de Ginástica laboral I desenvolvido para os funcinonários da Cruzeiro do Sul pelos alunos de Fisioterapia no estágio supervisionado de 2009
Realizada em ambiente de trabalho e durante o expediente, a ginástica laboral é um conjunto de exercícios que visam a melhorar o desempenho dos funcionários de uma empresa, relaxando os músculos e renovando corpo e mente. A atividade, que é coordenada por profissionais especializados, além de ajudar na parte física, também está associada à interação entre os colegas de trabalho.
Essa prática é adotada por empresas nas quais os trabalhadores possuem tarefas que exijam movimentos repetitivos ou a permanência na mesma posição por horas seguidas. Segundo a fisioterapeuta Débora Santana Smarzaro, os exercícios consistem em alongamento dos membros, relaxamento e preparação da musculatura, de acordo com as atividades profissionais. A prática regular da atividade, de acordo com Débora, ajuda a prevenir L.E.R (Lesões por Esforços Repetitivos) e outros problemas musculares, reduz o número de acidentes de trabalho e melhora a flexibilidade, a postura e até mesmo o metabolismo, por meio de atividades lúdicas com mais movimentação.
Além disso, o desempenho profissional também sofre notável melhora. A ginástica laboral proporciona mudanças de rotina, alivia o estresse e aumenta a concentração no trabalho. “Você sai do ambiente de trabalho. Consegue um relaxamento emocional, porque é um momento de descontração. Quando você volta, volta mais leve, e consegue se concentrar melhor, porque teve uma pausa da tensão do dia a dia”, explica a fisioterapeuta.
A ginástica laboral traz ainda benefícios econômicos para a empresa, porque diminui o número de afastamentos e elevam a produtividade dos empregados. Quanto ao aspecto social, os exercícios também acarretam algumas melhoras, como o surgimento de espírito de liderança, favorecimento do contato pessoal e sentido de grupo e a integração entre os praticantes.
Débora cita que todas as áreas precisam de atividade laboral, o que as diferencia é o foco que os movimentos terão. “Um funcionário que fica olhando para a frente do computador, digitando, por exemplo, precisará de alongamentos básicos para pescoço, membros superiores, coluna e membros inferiores, por ficar muito tempo sentado”, exemplifica a fisioterapeuta.
O diretor de criação Willian Sanfer diz que, com esse procedimento, adotado pela empresa onde trabalha, sente-se mais aliviado, com menos dores e mais disposto, porque a ginástica laboral aumenta a energia, e, consequentemente, a produtividade. Já a funcionária da Prefeitura do Estado de São Paulo, Isabelle Vassalo, que não tem a atividade na empresa pela qual é contratada, diz: “Eu acho que aqui na prefeitura devia ter, porque motiva os funcionários. Eu já trabalhei em uma empresa que tinha e funcionava bem”.
Algumas organizações adotam a Quick Massage, uma massagem rápida, com duração de aproximadamente dez minutos, realizada por profissionais. Tem o objetivo de aliviar tensões e dores em áreas que o alongamento não alcança e liberar toda a energia que está localizada em uma determinada parte do corpo.
A Agência Hipertexto surgiu em 2011 com o objetivo de proporcionar aos alunos de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul a possibilidade de vivenciarem a prática do webjornalismo.
As matérias que compõem o site são inéditas e têm o mesmo padrão de qualidade dos sites de notícias tradicionais.
No link "arquivo", está disponibilizado um acervo com a produção dos alunos em diferentes disciplinas, que poderão servir para futuras pesquisas.
Seja bem-vindo à Agência Hipertexto, site elaborado pelos alunos do 3º ao 6º semestre de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul - Campus Anália Franco - sob orientação da Profª. Ms. Flávia Serralvo.