27 de fev. de 2011

Equipe de nado sincronizado ganha novo espaço de treino

A equipe de nado sincronizado brasileira ganha como presente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) o parque aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, como sede de treinamento para o Pan-americano de Guadalajara, em outubro, e para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Entrevista: Rinaldo José Andrade (Mantega), presidente da Nenê de Vila Matilde

Por Carolina Ribeiro, José Roberto Pessoto e Roberta Chamorro

Com a intenção de fazer um de seus maiores carnavais, a Nenê de Vila Matilde irá abrir a segunda noite de desfiles no sambódromo, no sábado, 5 de março. Na ocasião, será feita uma homenagem para “Seu Nenê”, fundador da escola que morreu em 2010 aos 89 anos, vítima de complicações no pulmão. O enredo, “Salis sapientae: uma história do mundo”, narrará a evolução da humanidade a partir do sal. A Agência Hipertexto conversou com o presidente da escola, senhor Rinaldo José Andrade, mais conhecido como “Mantega”, que nos contou os detalhes e expectativas para Carnaval 2011.
Agência Hipertexto: Por que o sal foi a escolha da escola?
Mantega: Porque era um enredo sobre o qual nós tínhamos conhecimento, que transmite uma história, um enredo rico e maravilhoso que vocês irão ter a oportunidade de conhecer na avenida.
Agência Hipertexto: De onde surgiu a ideia de falar sobre o sal?
Mantega: Surgiu do nosso Carnavalesco Delmo de Moraes, nossa diretoria estudou e aceitou.
Agência Hipertexto: Qual é a expectativa da escola em relação ao Carnaval 2011?
Mantega: Ganhar! (risos). Além de ganhar o Carnaval, que é uma disputa, mostrar que o Carnaval é cultura, é a história de um povo, de uma raça.
Agência Hipertexto: O senhor acha que o Carnaval tem um papel social na vida da população?
Mantega: Sem a menor sombra de dúvidas, é lógico que tem. Não só o Carnaval como as escolas de samba, gerando empregos, dando oportunidades para quem talvez não tenha uma qualificação. Agrega às pessoas a sociedade, ensina, de certa forma educa.
Agência Hipertexto: Quando Seu Nenê faz mais falta?
Mantega: O Seu Nenê, para a nossa cultura, para o nosso samba, faz falta em todos os momentos. Num ensaio como esse, no desfile, faz falta para o samba de São Paulo. A figura dele, a força, faz falta. Tenho certeza de que ele está presente entre nós.
Agência Hipertexto: Como foi a escolha da madrinha de bateria Ângela Bismarchi?
Mantega: A Ângela é nossa madrinha de bateria desde o ano passado. A escola passou por um momento difícil e ela esteve conosco, acreditando na escola. Não tivemos escolha: é ela.
Agência Hipertexto: Quando começa a preparação para o Carnaval e quando termina?
Mantega: Começa quando acaba esse (risos). E não termina nunca. O Carnaval não para, é constante evolução, constante trabalho. Carnaval é dinamismo puro. A gente está trabalhando neste Carnaval e já está trabalhando no outro.
Agência Hipertexto: Quando vocês têm férias?
Mantega: Aos domingos a gente está aqui ensaiando, fazendo aquilo que gostamos, curtindo, cantando, dançando, revendo as pessoas com quem gostamos de estar – essas são nossas férias. Não tem dia específico. Temos a oportunidade de trabalhar todos os dias e com prazer, não necessitamos de férias.
Agência Hipertexto: O que o público deve esperar da escola?
Mantega: A escola tem 62 anos, nossos desfiles são marcados com garra, força e muita determinação. O público pode esperar tudo isso aliado a um salto de qualidade que a escola está dando no Carnaval, com suas alegorias e fantasias. A Nenê é um pouquinho diferente de algumas escolas de samba – ela tem seu desfile diferenciado.
Agência Hipertexto: O que é necessário para desfilar e fazer parte da Nenê?
Mantega: Amar o samba, gostar do samba, gostar da Nenê de Vila Matilde. Gostou do samba, gostou da Nenê, a Nenê está de portas abertas para as pessoas que têm a mesma intenção que a nossa. As pessoas devem vir para a escola, passar bons momentos, cantar, dançar, fazer daqui um ambiente agradável, escolher uma fantasia e desfilar.
Agência Hipertexto: De onde vem a verba para manter a escola?
Mantega: Prefeitura e Rede Globo.
Agência Hipertexto: E o percentual de bilheteria?
Mantega: A parte da administração fica com a Liga das Escolas de Samba, da qual a Nenê faz parte.
Agência Hipertexto: Qual sua rotina de trabalho na Nenê?
Mantega: Integral, diuturnamente. Ontem – quer dizer, hoje (risos) – às 9h15 da manhã eu fui descansar, porque ontem nós estávamos retirando nossos carros alegóricos e levando para o sambódromo. Tem dia que você acorda mais cedo, acorda mais tarde, não para de falar de Carnaval, não para de falar de samba. A nossa rotina é o samba. É o amor pelo samba, pela cultura, pela alegria, que é o que o samba traz.

26 de fev. de 2011

Sabotagem em alta velocidade é tema de livro

O bicampeão mundial de Fórmula 1 pela equipe Renault,  Fernando Alonso, foi acusado de sabotar seu então companheiro de equipe pela McLaren Lewis Hamilton, em 2007, conforme  menciona o livro "No Angel - A vida secreta de Bernie Ecclestone".

Tiririca é o novo integrante da Comissão de Educação

O deputado federal Tiririca (PR-SP) passa a integrar a Comissão de Educação e Cultura da Câmara. A indicação ocorreu no dia 25 de fevereiro pelo líder do partido na Casa em Brasília, Lincoln Portela (MG). Foi o próprio Tiririca que pediu para entrar na Comissão por tratar da área em que atua – a cultura. Tiririca foi o deputado federal mais votado nas eleições de 2010, recebendo mais de 1,3 milhão de votos. Antes de assumir, ele teve de provar à Justiça Eleitoral que não era analfabeto.

25 de fev. de 2011

Ciclista com pedaço de madeira na perna conclui prova

O mundo do ciclismo testemunhou uma cena inusitada neste final de semana. Durante uma das etapas da Copa do Mundo de pista em Manchester, na Inglaterra, um atleta malaio caiu no meio da pista e um pedaço de madeira deslocado do assoalho encravou em sua perna, no entanto, ele continuou correndo e conseguiu finalizar a prova e levou a medalha de bronze.

23 de fev. de 2011

Entrevista: Valéria Rambaldi, jornalista da Rádio Eldorado

Por Roberta Chamorro

A convite da Atalanta Publicidade e Propaganda, a jornalista Valéria Rambaldi concedeu uma entrevista coletiva aos alunos do 5º semestre de Jornalismo a respeito das características do jornalismo ambiental. O evento “Encontro com Profissionais” faz parte do conteúdo curricular da disciplina Jornalismo Segmentado, ministrada pelas professoras Flávia Serralvo e Regina Tavares. Valéria atualmente coordena três programas na Rádio Eldorado, voltados meio ambiente, cultura e variedades, além de atuar como assessora de imprensa nas áreas de moda, gastronomia, negócios, meio ambiente e terceiro setor.
De onde surgiu seu interesse pelo jornalismo ambiental?
Eu sempre gostei do tema  e me interessei ainda mais pelo  jornalismo ambiental quando comecei  a trabalhar na Eldorado em 2004. A rádio sempre levantou a bandeira do jornalismo ambiental e conseguiu, em 1992, depois de uma  matéria comparando o Rio Tietê com o Tâmisa, começar uma mobilização com a população,  e conseguiu um milhão de assinaturas que foram enviadas ao Governo de São Paulo e deu início ao Projeto Tietê.
Você  participa ou já participou de alguma ONG? Acredita que as ONGs são fundamentais na recuperação do meio ambiente?
Nunca participei de nenhuma ONG. Sempre gostei de animais e sempre fui contra poluição e sujeira. Algumas ONGs usam o assunto meio ambiente como forma de ganhar dinheiro, porém outras são muito responsáveis, fazem realmente trabalhos com animais, onças raposas, mas às vezes existem pessoas que são do mal infiltradas nessas ONGs do bem.
Qual sua função na Rádio Eldorado?
Estou há sete  anos na rádio. Entrei como redatora, depois fui para a produção e reportagem – foi quando me chamaram para produzir matérias específicas para o meio ambiente e também de jornalismo diário.
Quais os cuidados que devemos ter com o ouvinte?
Devemos ter cuidado com  o conteúdo  que vamos colocar no ar. As pessoas estão muitas vezes sujeitas a falarem absurdos e uma informação errada pode causar sérios problemas.
Você  tem alguma esperança de melhoras com relação a meio ambiente aqui no Brasil?
Sei que ainda falta muita coisa para melhorar. O Brasil, por exemplo,  é um país que ainda usa amianto, e isso gera alguns problemas muito sérios a saúde. Já fizemos várias matérias sobre isso. As pessoas ainda jogam lixo em qualquer lugar.  Fiz um pequeno levantamento na avenida Paulista e descobri que são jogadas 1 milhão de bitucas por dia nas  calçadas. E quando entopem os bueiros, a culpa não é só da Prefeitura, né? As coisas não mudam de uma hora para outra. O programa de meio ambiente serve para isso: educar e conscientizar.
O lado negativo da sujeira e da poluição pode ajudar?
Muitas vezes, o lado negativo da história nos leva à conscientização. Acredito que, depois de tanta chuva e tantos problemas que estamos  enfrentando, a sociedade já começou a se preocupar.
Sobre desastres ambientais, qual efeito o jornalismo tem na solução desses casos?
A informação se espalha e essa disseminação é o que faz as coisas acontecerem.
Você acredita que as empresas mudaram seu conceito no contexto meio ambiente?
Sim, a maioria das empresas procura fazer ações ecologicamente corretas. Muitas já trocaram suas matérias-primas por matérias sustentáveis. Os empresários estão  preocupados e indo  pelo caminho certo da ecologia e da preservação do meio ambiente.
A Natura é uma empresa que usa elementos da natureza para produzir seus produtos. Você considera uma produção sustentável?
A Natura apresenta um trabalho muito sério, replantam todos os produtos que retiram da natureza. Jamais escutei ou apurei alguma denúncia dessa empresa.
Qual é a relação entre jornalismo ambiental e governo?
O Ministério do Meio Ambiente faz várias ações, algumas boas e algumas ruins. Digo ações ruins quando as considero ações de interesses políticos ou de grupos que estão mais preocupados com lucros do que com o meio ambiente.
Quando o governo deve começar a reagir?
Eu acho que tem que ser uma ação conjunta entre governo e população. A população tem, sim, uma parcela de culpa, quando joga sujeira nos rios ou  não descarta o lixo de  maneira adequada.
Qual foi a situação que mais lhe chocou e a que mais lhe deu prazer em informar?
Fiquei muito chocada quando descobrimos que dentro de uma ONG de proteção aos felinos, do Mato Grosso, estava infiltrada uma pessoa que passava informações para que caçadores de onças pudessem encontrá-las.  É muito satisfatório quando descobrimos casos absurdos como esses e conseguimos denunciar.
Qual a notícia sobre meio ambiente que mais repercutiu?
Dar a noticia do caçador  de onça deu uma repercussão boa. Algumas emissoras de televisão acabaram dando enfoque a essa matéria também.
Quais as dificuldades que existem para manter um programa ambiental no rádio?
Hoje em dia esse tipo de programa é bem-vindo. Temos alguns patrocinadores, como a Tetrapak,  que está há anos como  um dos nossos patrocinadores. E pauta de meio ambiente é o que não falta. Até o descarte correto de uma lâmpada de mercúrio pode virar pauta.
Vocês recebem denúncias de moradores? Essas notícias são baseadas em quê?
Recebemos praticamente todos os dias, principalmente sobre poluição, maus tratos de animais. Recebíamos mais pelos e-mails da rádio,  agora, com as redes sociais, também recebemos muita coisa.
Qual o conselho que você deixa para a população?
Aconselho a refletirem que destruição do meio ambiente não é só aquecimento global, engloba muitos aspectos. Hoje em dia sofremos muito com a matança de baleias, sacrifícios de animais em geral, a sujeira da cidade também causa muita preocupação. Peço para que todos continuem pensando globalmente e agindo localmente. O pouco que cada um fizer pelo meio ambiente terá um efeito enorme no planeta.

22 de fev. de 2011

Novo tratamento brasileiro promete prevenir o vírus HIV

Foi divulgada a criação de uma nova medida eficaz para prevenir a transmissão do vírus HIV, a quimioprofilaxia. O método consiste em três drogas antiretrovirais (medicamentos utilizados no tratamento das pessoas soropositivas ao HIV) e deve ser aplicado em até 72 horas do ocorrido. O tratamento foi desenvolvido pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, para atender, principalmente, vítimas de violência sexual e acidente profissional.

21 de fev. de 2011

MEC recomenda não reprovar alunos nos três primeiros anos do ensino

O Ministro da Educação, Fernando Haddad, homologou no, mês de dezembro de 2010, a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) para acabar com a reprovação nos três primeiros anos do ensino fundamental e criar o ciclo de alfabetização e letramento.
De acordo com Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), a medida foi tomada devido ao grande número de reprovações de crianças logo no primeiro ano do ensino fundamental.

20 de fev. de 2011

Para os que não ouvem, a deficiência está na educação brasileira

Apesar dos avanços o país ainda está longe de oferecer uma grade curricular adequada a necessidades específicas

Por Adriana Nascimento e Juliana Veloso
De acordo com o censo da Educação Superior do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), em 2008 havia cerca de 1.450 estudantes deficientes auditivos matriculados em cursos superiores em universidades particulares e públicas no Brasil.
A inclusão de pessoas com deficiência auditiva tem sido acompanhada por aplausos a reprovações no meio educacional. De um lado, defende-se a inclusão de pessoas com deficiência como oposição à exclusão somente. Do outro, luta-se contra a realidade de uma educação totalmente superficial desde o ensino regular.
Um dos principais desafios enfrentados pela comunidade de deficientes auditivos é a falta de capacitação de profissionais. “Não é estar apenas na escola, o aluno merece uma educação de qualidade. A inclusão não significa um real acesso à educação. Temos muitas questões a serem trabalhadas em relação à adequação e capacitação do professor e a grade curricular”, explica a professora de Libras da Universidade Cruzeiro do Sul, Juliana Silva.
Essa realidade também afeta a vida dos deficientes auditivos no mercado de trabalho. Para o projetista Francisco José de Camargo, a busca por emprego e o acesso à educação foram grandes desafios, já que ele e sua esposa Nariman Sankari viveram a época em que os deficientes auditivos não tinham o direito nem ao menos de se comunicar por meio de Libras.
“Trabalhei em uma empresa por 35 anos, tive um chefe que não tinha paciência em falar comigo, ele mal me olhava. Era difícil entender o que ele dizia, pois eu tinha que fazer leitura labial. Certa vez ele chegou a me chacoalhar”, relata Camargo.
A estudante de Libras do Instituto SELI (Surdez, Educação, Linguagem e Inclusão) Márcia Fabiana acredita que o primeiro passo é o reconhecimento e adequação da comunidade dentro da sociedade. “Hoje o surdo tem que ser visto como um ser com sua própria cultura, grupo e realidade. É de suma importância que ele tenha o direito de realizar atividades como qualquer outra pessoa”.

Orientação para identificar alunos com altas habilidades

Um processo de sensibilização está sendo oferecido aos professores da rede pública neste ano de 2011. Esse curso vai subsidiar ações pedagógicas e o reconhecimento de características que podem ajudar no complexo processo de identificação do aluno com altas habilidades. O trabalho é realizado pelo Núcleo de Apoio a Altas Habilidades e Superdotados (NAAS), do Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies), subordinado a Gerência de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação.

 
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