15 de jun. de 2012

Zona leste receberá primeiro hospital veterinário público do Brasil


Bairro do Tatuapé, em São Paulo, terá o primeiro hospital gratuito destinado a cães e gatos


Por Fernando Aumada e Maris Landim


Assis: “O hospital deve ser acompanhado por responsáveis”
Foto: Maris Landim
O projeto proposto pelo vereador da cidade de São Paulo, Roberto Trípoli, prevê a criação de um hospital destinado a cães e gatos no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo, através do convênio com a Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa).
O hospital, previsto para iniciar o atendimento em julho, faz parte da Coordenadoria Especial de Proteção a Animais Domésticos, lançada no último dia 23, pelo prefeito Gilberto Kassab, e tem por objetivo descentralizar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que atualmente é o único local de atendimento, proteção e encaminhamento de animais.

”É um ganho imensurável para nossos companheiros”
Foto: Arquivo pessoal
 A veterinária Andressa Vitorino Moreno diz que, em bairros de menor poder aquisitivo, os atendimentos geralmente englobam animais politraumatizados (envolvidos em acidentes automotivos) e doenças infecciosas. “A criação do hospital público será muito benéfica para aqueles animais de proprietários carentes, que não tem condição de arcar com um atendimento particular, que em média varia de R$ 40,00 a R$ 160,00”.

“Incentivo ações para nossos anjos de quatro patas”
Foto: Arquivo pessoal
Em parceria com a Anclivepa, o hospital será destinado ao atendimento de caninos e felinos e também uma escola de especialização veterinária. A Associação disponibilizará o prédio e a prefeitura irá comprar os equipamentos necessários, além de custear os serviços do hospital.
Thays Cavalinni, 20 anos, acredita que, se for um hospital veterinário com as mesmas características do Sistema Único de Saúde (SUS), onde há caos no atendimento e descaso, seria mais um meio de desvio de verba.

Segundo o clínico geral, Rogério Assis, esta iniciativa é muito importante, pois o cão pode transmitir doenças, como a raiva, ao seres humanos. Já o gato pode transmitir a encefalite através das fezes.

14 de jun. de 2012

Procura de cursos por correspondência chega a seu pior período

Método de ensino a distância oferecia aulas de corte e costura até contabilidade 

Por Anderson Duschek, Nataly Sales e Raquel Torres

Em meio à era da tecnologia, onde a informação está disponível em todo lugar pela internet, cursos por correspondência (EAD) parecem chegar ao seu fim.

Segundo dados do Instituto Monitor, que é um dos primeiros a implantar esse tipo de ensino no Brasil, no início dos anos 90 eram recebidas cerca de mil cartas por dia, e hoje esse número não chega a dez .

Professora acredita na EAD mas avisa que tudo depende do esforço do aluno
Foto: Arquivo Pessoal
Elaine LuyPilon, 42 anos, é professora e coordenadora do ensino regular do Colégio Angloo Mooca, e diz que não acha esse tipo de ensino bom. “Você nem sempre tira suas dúvidas e também não cria uma ‘religiosidade’ com o ensino”, conta Pilon.

O curso por correspondência teve seu início no começo dos anos 40 e era muito reconhecido. Seu público-alvo não eram apenas as pessoas que não tinham tempo de ir à escola, mas sim pessoas que já estavam consolidadas no mercado de trabalho, em sua maioria de cidades do interior onde não havia cursos profissionalizantes de qualidade.

Alguns dos cursos mais procurados da época eram os de eletrônica e rádio. Até as Forças Armadas utilizaram esse método de ensino.O Exército ofereceu um curso de aperfeiçoamento de oficinas também em EAD.
“Tem que haver empenho, não pode relaxar”, afirma Lindalva
Foto: Arquivo Pessoal
A educadora Lindalva dos Santos, 45 anos, é uma das poucas adeptas ao ensino adistância. “Eu recomendo esse tipo de ensino para pessoas com o dia a dia corrido como o meu”. Mas a educadora aconselha a sempre escolher uma instituição que tenha pelo menos uma aula presencial, para sanar as dúvidas que venham a ocorrer.

 Psicologa diz que EAD pode ter efeito negativo
Foto: Arquivo Pessoal
“A simples falta de troca de aprendizagem, ou não partilhar acontecimentos do dia a dia, pode afetar o convívio social de uma pessoa, especialmente quando relacionado ao mercado de trabalho”, explica a psicóloga Rosemeire Bezerra, sobre os cursos a distância.

Imóveis da zona leste estão entre os dos mais valorizados de 2012

Apartamentos da região de Itaquera chegam a custar 150% a mais de seu valor inicial


Por Nataly Sales e Raquel Torres


Desde a notícia de que o Brasil será sede da Copa do Mundo de 2014, os paulistanos já estão se preparando e se acostumando com as modificações que vêm acontecendo.

Na área imobiliária, principalmente a que se refere à zona leste de São Paulo, é onde mais se percebe essas modificações. O Estado, que é conhecido por ser uma das maiores metrópoles do mundo, está se expandindo e ficando cada vez mais valorizado.

“Meu apartamento teve um aumento de R$ 50 mil”, conta Souza
Foto: Arquivo Pessoal
O corretor de imóveis Antônio Carlos do Amaral Neto, 20 anos, diz que a região de Itaquera é uma das mais valorizadas no momento. “Há um conjunto de apartamentos bem próximo ao shopping. O morador, quando fez a aquisição, comprou por volta de R$ 80 mil. Agora, com o estádio em construção, o apartamento está valendo R$ 150 mil”.

Em regiões como Vila Ema e Vila Prudente, onde há construções de metrôs e shoppings, os imóveis estão sendo supervalorizados. “ Como no Morumbi, quando o estádio foi construído, a região começou a crescer. A diferença é que, no bairro de Itaquera,o acesso ao transporte público é muito mais fácil”, conta Amaral.

O técnico de enfermagem Anderson de Souza, 32 anos, morador de Itaquera desde os 9 anos diz que, a zona leste era muito mal vista pela população de outras regiões. “Esse pensamento está mudando tanto por causa da construção do estádio quanto pela melhoria no transporte público” diz Souza.

A região de Itaquera tem sido tão valorizada que saiu da linha de financiamento do governo Minha Casa, Minha Vida, segundo o site Terra.

"Itaquera tem como população da classe A até a classe D", diz Janaína
Foto: Arquivo Pesoal
A operadora de call center Janaína Alencar do Nascimento Sanchez, 31 anos, comprou seu apartamento em Itaquera há 20 anos, pelo valor de R$ 24 mil, e hoje o valor de mercado é de R$ 160 mil. “Todo esse processo de crescimento é ótimo e bem- vindo”, afirma Janaína.

13 de jun. de 2012

As dez profissões em alta no mercado de trabalho


Empresas locais e multinacionais, confiantes no atual status da economia brasileira, pretendem contratar mais profissionais nos próximos anos, aumentando, assim, as exigências de qualificação da mão de obra. E as profissões que devem permanecer "aquecidas" daqui para frente são: 1) Engenheiro de Petróleo, média salarial: R$ 14.000; 2)Engenheiro de mobilidade, média salarial: R$ 12.000; 3) Engenheiro ambiental e sanitário, média salarial: R$ 10.000; 4) Médico do Trabalho, média salarial: R$ 13.000; 5) Gerente de Recursos Humanos, média salarial: R$ 11.000; 6) Controller, média salarial: R$ 15.000; 7) Advogado de contratos, média salarial: R$ 12.000; 8)Gerente comercial/vendas, média salarial: R$ 14.500; 9) Biotecnologistas, média salarial: R$ 4.500; 10) Técnico em Sistemas de Informação, média salarial: R$ 2.500.

Fontes: BBC, Iberoamerica.net e Estadão.
Técnico em Sistemas de Informação é a única que não exige ensino superior
Foto: Banco de imagens



12 de jun. de 2012

Facebook compra patentes da AOL por US$ 550 milhões


Microsoft pôs à venda 650 patentes das 925 que foram compradas
Foto: Banco de imagens

A rede social Facebook pagou à Microsoft cerca de R$ 1 bilhão para adquirir patentes da AOL que haviam sido compradas recentemente pela mesma. Com isso, o Facebook avança no processo de construir um portfólio de propriedade intelectual que serve para proteger os interesses da rede social. A Microsoft alega que esse acordo serviu para recuperar mais da metade de seus gastos e atingiram metas que já tinham em vista.

Fontes: G1, BBC e UOL.


Eleições: coeficiente eleitoral, você sabe o que é?

Este formato, pouco conhecido pela população, ajuda a eleger políticos nos quais o eleitor nem votou

Por Fernando Souza

Câmara Municipal de São Paulo
Foto: Fernando Souza
O coeficiente eleitoral é um sistema previsto em lei que serve para escolher os representantes do poder legislativo em todo o país. Esta regra define como os partidos e seus candidatos ocupam o parlamento. A conta é a seguinte: basta dividir o número de votos válidos de uma cidade ou Estado, pelo número de vagas disponíveis - esse resultado é o número mínimo que cada partido tem que atingir.

Esta forma só é válida para escolher vereadores, deputados estaduais e federais. A exceção ocorre na eleição para senador, na qual o mais votado é eleito. 

Resultado é o número mínimo que cada partido tem que atingirFoto: Fernando Souza 
Para o professor de direito constitucional, Marcos José da Costa, é graças a este modelo de sistema eleitoral que são possíveis casos como o de Éneas e Tiririca. “Se o quociente eleitoral de uma dada cidade é 1.000, e o partido consegue 10.000 votos, o mesmo tem direito a dez cadeiras na câmara dos vereadores”, explica José da Costa.

O estudante de Direito, Paulo Lieb, 40 anos, defende o ensino do coeficiente eleitoral nas escolas desde a educação básica. “É fundamental que a população saiba sobre este sistema, porque as eleições ficam mais transparentes”, diz.

Sistema é pouco compreendido pela população
Foto: Fernando Souza
Segundo o Código Eleitoral, os candidatos mais votados do partido ou da coligação entram, até preencherem as vagas deste quociente que o mesmo partido alcançou.

Em 2002, o PRONA lançou seis candidatos a deputado federal para as eleições. “Éneas conseguiu levar consigo cinco colegas do seu partido (na época o PRONA), porque ele teve uma votação expressiva, que alcançou seis vezes o quociente eleitoral”, diz o professor.

Segundo Silvia Gonçalves, 31 anos, estudante, a maior parte das pessoas não sabem o que é coeficiente eleitoral. De acordo com o professor de direito constitucional, este sistema é pouco compreendido pela população, acarretando que muitos eleitores não sabem que, muitas vezes, votam em um candidato, sem saber que estão elegendo outro. 


Chá-mate combate o envelhecimento precoce


Chá-mate deixa de ser visto como “vilão” na alimentação
Foto: Banco de imagens

Na Universidade Federal de Santa Catarina, os cientistas comprovaram que chá-mate traz inúmeros benefícios à saúde. A bebida auxilia no combate aos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce, além de participar da digestão e produzir efeitos anti-reumático, diurético, estimulante e laxante. Também foi possível detectar a presença de muitas vitaminas, como as do complexo B, C e D, e sais minerais, como cálcio, manganês e potássio.

Fontes: Yahoo, Abril e Bem leve.bolsa de mulher.com.


11 de jun. de 2012

Dentes e placenta podem salvar vidas


 As células-tronco obtidas através de dentes e placentas possuem capacidade de reconstituir células. O sangue contido no cordão umbilical é uma alternativa ao transplante de medula óssea. Já as células-tronco da polpa do dente podem ser transformadas em neurônios. Para a doação, é necessária a assinatura de um termo de aceitação e a coleta é sem dor. Uma atitude vital encontra resistência por parte de possíveis doadores que temem o uso do material para gerar clones sem permissão.

Fonte: Claudia, Ciência das Psicologias e Saúde com ciência.

A tecnologia é uma alternativa ao transplante de medula óssea
Foto: Banco de imagens

O controle do consumo é a solução para o planeta ser sustentável


A cúpula Rio+20 acontecerá na capital fluminense em junho
Foto: Banco de imagens

 A conclusão de um estudo de dois anos realizado por um grupo de especialistas coordenados pela Royal Society (associação britânica de cientistas) acredita que o consumo excessivo em países ricos e países mais pobres precisa ser vistoriado para que a sociedade viva de uma forma melhor. O abandono da utilização do PIB como um indicativo de saúde econômica, um planejamento familiar a todas as mulheres e a redução do desperdício de comida estão entre as recomendações feitas pelos pesquisadores.

Fontes: BBC, Estadão e UOL.



A conflituosa relação entre os esportes radicais e a cidade


Pedestres disputam espaço nas ruas e praças de São Paulo com praticantes de skate, BMX e patins

Por Diego Motoda

“Faltam locais mais adequados para praticar esportes radicais”
Foto: Diego Motoda

Cada vez mais difundidos nos meios de comunicação, os esportes radicais invadiram a cidade. Por todas as ruas de São Paulo é possível encontrar jovens e adultos se divertindo com seus skates, bicicletas e patins. Muitos espaços, como pistas e parques, já foram construídos para abrigar os praticantes dessa modalidade, mas são exatamente aqueles que andam em vias públicas que preocupam os pedestres. 

Há cinco anos, Demetrius optou por se dedicar ao skate 
Foto: Diego Motoda


O estudante Demetrius Navarro, 20 anos, anda de skate há cinco e diz que as pessoas ainda têm preconceito com os skatistas. "Embora a sociedade entenda que skate é um esporte, ainda o vê com certo preconceito. Ainda mais por ser conhecido como 'coisa de maloqueiro', o que, na verdade, não é". Navarro também afirma que há falta de espaços para a prática de esportes radicais pela cidade. "Acho que deveria ter mais pistas nos bairros. Mesmo com tantos eventos acontecendo, ainda faltam locais apropriados para a prática do esporte", diz. 

Já para Anderson Grelisoni, 36 anos, skatista profissional e treinador, existem muitos espaços para a prática de esportes radicais na cidade, mas os atletas preferem lugares públicos, pelo desafio que esses oferecem. "Eles gostam de lugares 'proibidos', como escadas de prédios, pisos de mármore e corrimãos, locais onde o risco de se machucar e machucar os outros é grande", afirma Grelisoni.
Mesmo colocando em risco a segurança dos pedestres, a aposentada Maria Cícera da Silva Lopes apoia a pratica dos esportes na cidade. “É claro que a gente fica com medo e que deveria haver mais espaços apropriados para isso, mas é melhor saber que os jovens estão praticando um esporte ao invés de estarem no mundo do crime”.

A preferência de skatistas para pratica é a rua
Foto: Diego Motoda

 
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